Vivo como as fases da lua que me governam,
entremeada de nuances, vibrações, sentimentos,
oscilo entre forças que se alteram
colocando em órbita meus pensamentos.
Sou lua cheia, irradio claridade quando amo,
lua nova, oculta, em cada decepção,
crescente, quando direitos proclamo,
sou minguante, quando não dou opinião.
Filha da lua, da noite, da natureza,
boemia em noites de solidão,
poeta para gravar com palavra
versos atraídos pela beleza
de fenômenos em erupção
que a alma fértil e insone, lavra.
SP 10/09/2006
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