É breve o tempo e a música que toca
na brisa das manhãs de passarinhos,
soprando esta vontade dos caminhos
do corpo, e o beijo doce em tua boca.
É breve este soneto em desalinhos
que a mão do acaso afaga e não retoca
e o verso aceita o risco que provoca
delírios nas canções dos nossos linhos.
Silêncio nos lençóis. Ficaram marcas,
a frase, o porto e a aurora apaixonada
brincando nas paixões da madrugada.
Não sei quando partiram nossas barcas,
só sei da eternidade da alvorada
que acende esta saudade e a passarada.
Blog do escritor: http://www.sonetoserabiscos.blogspot.com/
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