Eu Desejo voltar n\'um recomeço,
cavalgar sob estrêlas nas campinas,
e dormir sob o céu que não conheço,
pois nos prédios as luzes são assassinas.
Horizontes sem tetos me fascina!
Angustiado sem fôlego padeço,
de um momento liberto dessa sina,
no concreto que armado foi meu berço.
Numa caixa cresci albino e cego,
feito os seres d\'olcutas galerias,
feito um príncipe débil no castelo.
Enlouqueço nas jaulas e não nego,
sou perdido nos sonhos, fantasias,
que em meu crânio tão frágil eu martelo!
Blog do autor: Geleiras.
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