AO CREPÚSCULO, Jorge Humberto

Mais uma tarde, que cai por sobre o rio.
As árvores estão estranhamente calmas.
E dos pássaros não se ouve um leve pio,
Nem sequer há aqui quaisquer vivalmas.

Para onde foram todos, na tarde sombria,
Que secaram as águas e os barcos sumiram,
Deixando-nos a perguntar porque finda o dia,
Quando todos já há muito o previram?

As andorinhas já regressaram ao seu ninho.
Os gatos preparam-se para mais uma noite.
E os estores fecham-se devagarinho,

Para não incomodar as gentes que passam.
Mas não é gente, o que vemos na pernoite,
Antes os fantasmas, que nos enlaçam.

Jorge Humberto
12/03/07

http://jorge_humberto.zoomblog.com/

Ler mais trabalho do autor(a) publicado em Versos & Acordes

Voltar ao Menu de Versos Livres - Envie o seu poema

 

Versos & Acordes              Livro de VisitasContato

Referências

Valid XHTML 1.0 Transitional
Valid CSS 1