Na noite Insone, percorro o meu quarto,
De lés a lés, procurando por mim talvez,
Pois nunca sei quando e porque parto,
Deste que me diz para outro, a sua vez.
É uma constante esta vida tão assim,
Que se me procuro nunca me encontro,
E quando finalmente dou por mim,
Não sou eu quem se acha no recontro.
Ah, vida, porque brincas tu, comigo?
Eu só queria um golpe de asa que fosse,
A estrela que me guiasse se sozinho,
Eu fosse buscar mais além o meu alento,
E vindo de lá de longe o que me trouxe,
Fosse só eu no esplêndido firmamento.
Jorge Humberto
16/03/07
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