Oh renda de contrastes
nuvens se afogando em ondas
ondas se afogando em nuvens
enquanto o velo de ovelhas tristes
nas mãos indóceis dos imperitos
sonega o cobertor da súplica!
Oh renda dos labirintos
de ordenações seculares
vozes mandonistas
são veias bifurcadas!
Não há mais esperança
que dê ao povo certezas
Oh renda do holocausto
dê-me a flauta
e o cordeiro de lã dourada
Assim me bastarei para sempre
nunca mais suplicarei
Oh renda dos mistérios
cruzei todas as verdades
mas os conflitos se alteiam
Diante dos meus tormentos
não há bengalas nem rumos
orientando meu tempo
Oh renda dos meus anseios
sou bom pastor
Cardaremos das ovelhas do paraíso
A lã da Igualdade e da Luz!
Oh renda minha
não mate os sonhos!
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