A flor do amor que colho agora é tua,
botão agreste, vaso de perfume.
Como o teu corpo belo, ele resume
a rosa rubra, meiga, doce e nua!
Ao teu desejo, empresto o meu costume
de venerar-te o porte pelas ruas,
sabedor que do orgulho não recuas,
mas ciente que és mulher sem azedume!
Prezo-te mais que tudo e não te esqueço;
vives dentro de mim como um segredo;
no teu amor, eu vivo a transcender.
A esperar-te ansioso permaneço,
com a flor hoje colhida no degredo,
para por cobro, enfim, ao meu sofrer!
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