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Construído por 14 versos, distribuídos por dois quartetos e dois tercetos. Cada verso possui dez sílabas poéticas. O último verso concentra a idéia principal do poema ou deve encerrá-lo de maneira a encantar ou surpreender o leitor.
Desrespeitar os Direitos Autorais é crime!
Para demonstrar um exemplo, selecionei esta jóia de Luis Edmundo:
Nesta Vida de Ásperos Caminhos
Nesta vida de ásperos caminhos,
A Ventura, querida, é como a rosa:
Nasce cercada de cruéis espinhos.
E é por isso que a vida é tormentosa.
Punhais agudos, ríspidos, daninhos,
Servem de escudo à nossa mão nervosa.
Ventura, tu que embriagas como os vinhos,
Por que és, assim, tal falsa e caprichosa?
Meu amor, tu que a buscas, tem cuidado;
Que o teu gesto não seja desastrado
A erguer, assim, a tua mão formosa.
Não imaginas como sofreria,
Se te visse chorar, descrente, um dia!
A Ventura, querida, é como rosa...
LUÍS EDMUNDO
Terceiro ocupante da Cadeira 33, eleito em 18 de maio de 1944, na sucessão
de Fernando Magalhães e recebido pelo Acadêmico Viriato Correia em
2 de agosto de 1944.
Luís Edmundo (L. E. de Melo Pereira da Costa), jornalista, poeta, cronista,
memorialista, teatrólogo e orador, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 26
de junho de 1878, e faleceu na mesma cidade em 8 de dezembro de 1961.
Fonte: ABL
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