Asfalto proibido aos meus pés:
continuas indomável!
E o medo
é o medo mesmo
do medo de bater o carro
nos teus milhares de carros,
de retardar o passo,
perder o compasso
do teu caminhar apressado,
medo de saberem
do meu coração longínquo.
Ai, dura canção das memórias:
sou matéria de tuas substâncias,
do que em mim trouxestes,
do que em mim cauterizou-se.
Doravante, ando mudo,
ouvindo músicas azuis,
sons de silêncio agudo:
cidade indomável,
que fizestes da minha espera?
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