Abrirei mão dos sonhos.
Entrego-os ao esquecimento,
ao tempo,
ao fim da ilusão,
entrego-os aos hipócritas,
que passaram em meu caminho
mesmo quando estive sozinha.
Não haverá inveja,
o mal será o arsenal
na guerra mutante
desse instante,
fecundarei apodrecida,
curarei assim as feridas,
chagas se fecharão,
cicatrizando o coração.
Não haverá mais dores,
acabaram-se os pudores.
Viva à vida !!!
Sólida, material,
absolutamente carnal,
sem sonhos espezinhados,
sem rancores.
Será um grande final!
SP 25/08/2006
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