Sei que desço na escala da vida
E que posso morrer amanhã,
Mas não vou afinar a minha lira
Pelo molde impiedoso dos relógios.
O tempo gera e o tempo cria,
O tempo nutre e o tempo cura,
O tempo exalta, envelhece e mata...
Meus versos desdenham a marcha dos ponteiros.
Enquanto todos os relógios deste mundo
Devoram os momentos
E envelhecem os calendários,
Sacrifico ao altar fecundo das quimeras
O estóico ritual da poesia,
Pois sei que passarei e ela ficará...
Pilar Casagrande
Rio Claro / SP
Ler mais trabalho do autor(a) publicado em Versos & Acordes
Voltar ao Menu de Versos Livres - Envie o seu poema