Luz à luz, o que é da luz.
Veio o dia em que brincávamos,
Pousou de mansinho,
Fez-nos caretas e sorriu baixinho,
Como quem diz:
Queres ser meu amigo?
Vem pois, traz-nos a tua luz,
E que ela, juntando à nossa,
Possa ser só o que traduz,
Da fidelidade e do querer,
A vontade do homem.
Não temas o que te canta
Ou cala no peito,
Não omitas o que te é por direito,
O amor que te envolve,
A palavra que te diz,
Do humano, sua raiz,
É tão só a génese de tudo,
Ao qual chamamos simbolicamente
De Nosso Mundo.
Jorge Humberto
(26/12/2003)
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