A flor que eu te dei,
Não foi colhida por mim,
Que a minha, eu bem sei,
É flor de um outro jardim.
E é uma flor simples, de lei,
Com pétalas e coisas assim,
Sem castelo nem rei,
Ou raras cores de organdi.
Mas a flor que veste pobre
Casa, inda que bem natural,
Tem na sua essência original,
O valor do gesto mais nobre,
Que é dado sem que se veja,
Ou o saiba quem por ele almeja.
Jorge Humberto
(05/10/2003)
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