OLHOS PARA NADA - Jorge Humberto

Quem procuras tu,
Nas gotículas, que a chuva deixa,
Esquecidas
No erotismo das janelas molhadas?

Quem procuras tu,
Quando a noite impõe a solidão
Ao azul imenso,
E o coração é queixa
E silêncio?

Quem procuras tu,
Na feminilidade das águas sabidas,
Ali deitadas – corpo inteiro,
E aqui sentidas – suposto rio?

Quem procuras tu,
Quando das estrelas,
O sorriso fulgente se apaga,
E anuncia o minuto primeiro
Da madrugada?

Ninguém!

Pois que pode
Procurar alguém,
Tendo sempre janelas fechadas?!

Janelas fechadas
É como ter olhos para nada.

Jorge Humberto
In Saiu A Fera De Mim

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