Meu lamento é um sorriso de escárnio
Olhando-me ao espelho pela manhã
E assim sigo sombra de mim
No objectivo desgraçado de representar um papel
Que não é o meu.
Vistam as bestas de Carnaval
Não calem o apogeu da mesquinhez
Todo o homem é sem vida
Escravo de si e seu mal dizer.
Se fui ontem lá ficou
Boiando em breves pensamentos
Se fui hoje olvidei
Carpindo meu pecado à noite
No amanhã serei só o que cala
Com crianças enlouquecidas no olhar
O resto leve-o a maré ou esqueça
Jorge Humberto
01/01/2006
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