(poema escrito em homenagem aos poetas-amigos Tavinho Paes e Chacal)
São verdades o que dita o sensível
Até mesmo ao habitar
O corpo de um adulto
São palavras efêmeras
Cujo pólen é grosso demais
Para ser inalado
São pecados adornados pelo tempo
Verbos adocicados
Que intoxicam a fauna dos homens
O poeta sofre a pé
Entre sândalos que cheiram bem
E fazem arder os olhos
Ninguém o vê, mas ele passa
E deixa rastro:
Versos salpicados no ar
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