Amar,
criar raízes ao tempo,
entrelaçadas de carinho,
envolvidas no ventre da terra mãe,
com a força dos sentidos,
no silêncio das palavras.
Explodindo troncos
de verdejantes primaveras,
com a promessa das sementes,
sob a simbologia dos códigos indecifráveis
dos céus e dos deuses.
Ser possuído,
pelo místico e enternecedor
sorriso da paixão,
visível no oriente secreto,
das manhãs douradas
das nossas esperanças,
onde a consciência se levanta confusa,
por entre neblinas de desejos
e brisas de doces emoções,
espelhando-se de luminosidade,
na cheia e fecunda Lua,
que se recolhe de tímida,
no horizonte do passado
das nossas inseguranças.
Amar, depender,
é na perplexidade da sobrevivência
a saudável virtude de transcendermos
os nossos medos,
o casulo da nossa solidão,
no feliz e inesperado encontro,
com quem toda a vida nos procurou.
joão jacinto
in (Re)cantos da Lua
Blog do escritor: http://joaojacintopoemas.blogspot.com
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