FORASTEIRO, Hilda Alão

Chegaste, forasteiro, à noitinha,
E sem saber se eu tinha
Espaço para te receber,
Pediste para te conceder
Guarida no meu coração
Vazio, havia um tempão.
E te abriguei desconfiada,
Cedendo, ficando apertada,
No meu salão de solidão,
E quando me dei conta
Já estava, de ponta a ponta,
Envolvida por essa paixão,
E sem poder dizer não
Deixei que o amor florescesse,
E, em felicidade envolvesse,
Os dias de minha vida.

29/02/04.
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Maria Hilda de J. Alão.

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