Maravilhosa eu,
cabeça carapinha
deitada sobre seu
peito de poeta, seus
dedos enredados em
minhas tranças num
perene carinhoso cafuné.
Maravilhosa eu,
beleza negra, donde
os Deuzes D'África
escolheram a cor
para alindar a noite
que era feia
quando incolor.
Maravilhosa eu,
mulher de vida jovem,
mas tão sofrida,
mas intensamente vivda,
com quem aprendestes viver
viver a tua própria vida,
livre da sina do machismo
te fazendo novo homem
não-macho, não fêmeo,
mas, sim, simplesmente homem,
simplesmente humano.
Deley de Acari
Poeta e Animador Cultural.
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