não sei se teu nome um dia será
alimento ou líquido
para minha sede ou fome
mas quero-o escorrendo pelos poros
em todas partes do corpo
onde quer que ele caiba
e quero que ainda saiba
não tenho papas na língua
e por onde quer que alcance
lá estarei lavrando a flor em poesia
com as mãos nas tuas pernas
com a língua em tuas coxas
e as outras partes do corpo
numa total sinestesia
linguagem corporal é grafia
desbravamento secreto
de línguas dentes e dedos
se não der pra matar a fome
é que o amor só se alimenta em segredo
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