Ventos crus e antigos
águas vorazes verdes mornas
ah rosto e consciência
olhos e memória
quando quando
se não agora?
Obras se arrumam
sobre relegados
Vige a esperança-menina
nas sementes
da lavoura de almas
Há terra crua ciente
ao lado dos nervos tensos
das esperas milenares
Ah voz e luz
caminhos de provação:
se há manhãs prometidas
que seja já
para espantar
ventos de dor!
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