Dói-me o desejo não cumprido
hoje ardor puro nas artérias
fogo no canto fogo na alma
voz de lamúria de loucura
Todos os dias morro um pouco
lendo o convite do teu corpo
cada vez mais distanciado
das minhas ânsias hoje súplices
Ao te perder quanto perdi!
Querer-te agora que utopia!
Há quanto tempo não te vejo!
Há quanto tempo sou frangalho!
Para consolo dos meus ais
sobra-me um grito de desprezo
à minha própria decadência:
dane-se, irmão, dane-se, irmão!
(LEIA “QUARENTA SONETOS SEM PECADOS”,
Editora Zen – Rio – 2007)
Ler mais trabalho do autor(a) publicado em Versos & Acordes
Voltar ao Menu de Versos Livres - Envie o seu poema