Não desistirei de amassar barro
sentir nas mãos
orvalho matinal das teias
Enquanto paixão desperta
invisível força que alavanca
romperei sem queixas espinhos nus
nas direções das dúvidas
Em algum lugar da terra úmida
encontra-la-ei tecendo sonhos
recebendo brisas e olor silvestre
sobre o corpo mágico
Levarei trigo e palmas para nossa coberta
e histórias de busca e paixão
Ah prosseguirei mastigando dias
maduros de ânsias
mostrando mãos e corpo
impressos de faina antiga
Sobre alfombras do tempo
vejo-me no limite da aventura
vertendo forças de desejo
diante da pele aveludada da moça
Ah colho frutas e as devoro
neste pulsar de libido acesa
enquanto não chego aos teus pés
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