OPERÁRIO-PRANTO, Antonio Kleber

Solto a vida no vagar da sorte
como a morte no trilhar do sonho
no infinito do cantar sombrio
colho o fruto do sofrer eterno

Divagando no saber estranho
conhecendo a força do mistério
argamasso a construção do canto
na canção que diz do amor sublime

Maldizendo o que recebo em troca
nesse troço de trocar amores
sigo a trilha, o tempo e o sonho ao largo
debandando da tragédia amarga
Prisioneiro deste pesadelo
vendo o sangue do operário-pranto
desconheço a solução da força
pra rezar um terço de emoção

Desejando um poema diário, adicione-me.

Meu endereço literário: www.literatura.klebermathias.nom.br

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